“Rubrica da Liga 3” com Zack

Depois de mais um golo frente ao Sporting de Braga B, o capitão Zack é o destaque da nossa rubrica.

Desde cedo começou a “namorar” a bola nas ruas do seu Senegal, “a paixão pelo futebol surgiu na rua, todos os dias a jogar à bola descalço com amigos.” Começou a jogar de forma mais séria na Academia Luís Norton de Matos, mais conhecida como Étoile Lusitana, que foi o intermediário para a sua chegada a Portugal. A vontade de jogar na Europa e de fazer uma grande carreira no futebol foram as suas principais motivações para esta “mudança de ares”.

Chega para a bela região de Trás-os-Montes, mais especificamente para o Desportivo de Chaves no seu último ano de júnior. Apesar de nos confessar ter sido uma adaptação muito complicada, a época correu-lhe de feição, pois fez bastantes jogos na sua primeira época, e subiu para a 1ª Divisão Nacional de Juniores.

“Foi muito complicado quando eu cheguei. Era difícil! Demorei a adaptar-me e até pedia para voltar ao Senegal. Na altura tudo era novidade para mim, a comida, o tempo, a língua, posso dizer que me custou muito a adaptação”, disse.

Após não ter oportunidade de continuar no clube, Zack tem a sua primeira experiência sénior no Vidago, e aponta 15 golos em apenas 18 jogos, algo que para Zack foi uma felicidade enorme, porque mesmo sendo o seu primeiro ano, foi uma época muito bem conseguida a nível individual.

No ano seguinte, vai para aquela que seria a sua casa em Portugal, o Montalegre. São três anos ao mais alto nível para um jovem que contabiliza no total destas temporadas 84 jogos e 40 golos! Todos os anos foram de uma enorme realização pessoal e coletiva para Zack, pois para além de alcançar metas dentro do campo, sentia-se em casa, “a primeira passagem no Montalegre foi muito boa, fizemos uma boa época coletiva e individualmente, mas mesmo assim não conseguimos subir divisão na primeira época, mas depois no ano a seguir conseguimos. É o clube do meu coração”, confessa Zack.

Em 2017/18 desce um pouco no território até Braga, para defender as cores do Merelinense. Porém, as coisas não correm como esperado e faz apenas um jogo pelo clube, e sentindo que não tinha as devidas oportunidades de mostrar o seu futebol, decide regressar a Montalegre.

Conclui o restante da temporada nos barrosões e lá permanece até aos dias de hoje. São mais de 200 jogos e de 50 golos, que atualmente lhe valem a braçadeira de capitão. Um jogador que com o decorrer do tempo desceu também no terreno, adquirindo assim a polivalência de jogar em qualquer posição do lado esquerdo do campo. Ainda assim, não sai do “seu clube”.

“É verdade. Não voltei a sair, porque o Montalegre é muito mais do que um clube. A maneira como as pessoas te tratam é diferente. Em todo o lado estão sempre presentes no futebol e além futebol, é um clube que também me ajudou muito na minha vida pessoal e isso nunca vou esquecer. É uma história que nunca mais me sai da memória”, confessa.

A época passada é sinónimo de superação e conquista, pois “quase ninguém acreditava em nós” e ainda assim, alcançaram a subida à Liga 3, com “muito trabalho, sacrifícios, rigor e vontade.” Este ano, tem sido uma época mais complicada, e que para Zack se explica pelo facto de a competição primar por um enorme equilíbrio e ser de um patamar muito alto. Contudo, o polivalente jogador senegalês acredita que no final da época, tanto ele como o clube vão conseguir alcançar os seus objetivos.

Sentindo-se preparado para dar o salto para as ligas profissionais, Zack destaca a sua verticalidade, jogo de cabeça e técnica, idolatrando o brasileiro Marcelo desde criança. Um jogador multifacetado, já com uma história de amor ao seu Montalegre, e que com apenas 27 anos tem muito para nos oferecer.

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