“O Elevador” com Rúben Gouveia

Rúben Sílvio Lino Gouveia.

Tem 35 anos. A sua grande maioria dedicados ao desporto que toma como seu. O futebol deu-lhe uma carreira.. que já lhe valeu mais de 200 jogos oficiais.

Por cá deu nas vistas no Atlético de Reguengos, em 2010/11, e na época seguinte no Torreense. A meio desse ano já ia com seis golos e tinha ajudado a deitar abaixo o Rio Ave, de Carlos Brito, na Taça de Portugal.

Uma temporada que corria de feição e que melhorou ainda mais. O “sonho de ser internacional e jogar em escalões superiores” levou o criativo para Angola, em 2012.

Na estreia por terras africanas vence o grande título da sua carreira e torna-se campeão nacional angolano. Um sentimento “incrível” descreve Rúben que via assim reconhecida a sua mudança de ares.

Por lá, ficou seis anos, com épocas sólidas e alguns golos. Na mala trouxe sete internacionalizações pelos Palancas Negras, com especial destaque para a participação na Qualificação para a CAN 2015.

Regressa, em 2017, para o Campeonato de Portugal. Nesse ano, representou o Vilafranquense e o Casa Pia, perfazendo 19 jogos e um golo.

Em 2018, surge o Oriental, emblema que já havia representado enquanto juvenil. Os números falam por si. 31 jogos, três golos e um honroso quarto lugar, fazendo lembrar o Rúben que tínhamos visto sair do seu Portugal para o continente africano.

Na temporada passada, um novo desafio. Seguiu-se o União Santarém. Quando o campeonato foi suspenso, devido ao Covid-19, levava 16 jogos e quatro golos.

Novo ano, novo regresso.

Desta feita, Rúben Gouveia vai abraçar novamente o projeto do Clube Oriental de Lisboa. “Uma grande casa” que bem conhece e onde se está a “formar uma equipa muito boa”, garantindo que o Oriental vai “andar pelos lugares cimeiros”. Um pouco à imagem do que aconteceu há dois anos atrás.

O campeão angolano, que nunca deixaram brilhar nos principais escalões portugueses, é realista e sabe que com o avançar da idade, jogar numa Primeira ou Segunda Liga é cada vez mais uma miragem, mas enquanto há vida há esperança e para Rúben “nunca se perde a esperança”.

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