“Rubrica da Liga 3” com Ronaldo Rodrigues

Após o playoff de subida à Liga Portugal Sabseg, esta semana fomos falar com Ronaldo Rodrigues, capitão do FC Alverca.

Nascido no “país de futebol”, o defesa sente que foi apenas mais um dos milhões de meninos que sonha em se tornar jogador profissional de futebol. “Tenho memórias de um menino que largou a família e os amigos para ir atrás de um sonho, faria tudo novamente.”

Curiosamente a primeira experiência foi quando tinha 6 anos, no futsal. “Foi algo que me ajudou bastante principalmente para ganhar noção do campo.”

Na formação foi homem de um clube só – o Cruzeiro. Ronaldo afirma que foi a melhor formação que poderia ter e na qual conseguiu cumprir todos os objetivos a que se propôs, destacando a vertente como atleta, mas também enquanto ser humano.

Em 2015, teve a oportunidade única de jogar o Mundial Sub-17 e o Sudamericano, onde neste último se sagrou campeão. Defrontou naquele ano aqueles que se viriam a tornar dos melhores do mundo como Fede Valverde ou Alexander-Arnold.

A chegada a Portugal dá-se no ano de 2018 após chegar a acordo com o FC Alverca.

“Cheguei na janela de Inverno. Não estava habituado ao frio que faz na Europa, no Brasil o clima é diferente. Acho que o fator que mais me custou foi o frio. Cheguei no clube aquando do início da SAD e vi que seria feliz ali. É um clube que tem objetivos e a ambição de voltar ao topo de onde não deveria ter saído. Fiquei feliz por ter recebido o convite para fazer parte desse projeto, que é enorme! O Alverca deu-me o melhor suporte que poderia ter para a adaptação ao futebol europeu. Fui muito bem recebido pelos meus colegas de equipa e isso ajudou-me muito.”

Após esta primeira época no Ribatejo é emprestado ao Sporting CP onde fez 6 jogos e 1 golo pela equipa sub-23 dos leões, até regressar ao clube onde se viria a afirmar.

A temporada de 2018/19 é a que marca a sua afirmação na equipa – 26 jogos e 4 golos. É um ano que recorda com enorme carinho, não só pelo maior número de jogos, mas também pela campanha de sucesso que conseguiram na Taça de Portugal, onde inclusive derrotaram o Sporting, “momento que guardo na minha memória até hoje.” Não obstante, revela alguma mágoa por não terem conseguido a subida à 2ª Liga devido ao início da pandemia.

Esta época tornou-se capitão de equipa e depois de no ano passado ter tido uma época com escassos minutos, voltou a ser bastante regular, fazendo 3 golos em 26 jogos.

Como capitão de equipa faz um rescaldo daquela que considera ter sido um ano de altos e baixos, onde o início foi bastante atribulado. “Não começamos tão bem como esperávamos, mas conseguimos dar a volta por cima. Tivemos sete vitórias consecutivas (recorde na competição) e atingimos o 2º lugar da Série B e a classificação para o playoff de subida.”

Após esta mudança de chip confessa que foi um trajeto quase perfeito devido a um grupo muito forte e unido, recordando com tristeza o facto de não terem conseguido atingir a subida. “Abdicámos de muitas coisas e tenho a certeza de que iríamos fazer o mesmo mais uma vez se assim fosse preciso! Era uma final. Jogámos contra um adversário forte e o jogo foi resolvido no detalhe. Infelizmente não conseguimos o objetivo que era o acesso.”

Com o futuro ainda incerto, este é um jogador que nos mostra ser um líder dentro e fora do campo, sendo um central bastante certo e frio nos momentos decisivos. Com nome de craque, é um jogador para manter debaixo de olho.

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