“Relato Informal” com Danielson

O protagonista de hoje é sinónimo de experiência. Conta com mais de 450 jogos na carreira, 216 dos quais no escalão máximo do futebol português. Representou clubes como o Rio Ave, Paços de Ferreira, Moreirense, Gil Vicente e Nacional da Madeira.

Aos 39 anos de idade, Danielson Trindade cumpre a segunda época nos minhotos do Berço SC, que lideram a série B do Campeonato de Portugal só com vitórias. O defesa central é totalista e leva já um golo marcado.

Apesar do percurso invejável nos relvados portugueses, Danielson relembra um episódio que ocorreu quando se mudou para a Rússia, para jogar no Khimki.

“Esta foi uma situação que ficou marcada, embora no momento tenha sido bastante constrangedora. Jogava na Rússia e sempre que saía para fazer algum passeio com a minha esposa, era mandado parar pela polícia e só era libertado quando pagava alguma coisa aos polícias”, explicou.

“Houve um dia em que estávamos na Praça Vermelha e só queríamos atravessar a rua. Não vimos os túneis para os peões e atravessámos pelo caminho mais curto, mas como não havia passadeira, passámos pelo meio do trânsito.

Até aí tudo normal, só que quando chegámos ao outro lado só ouvimos gritos. Quando demos por ela, vimos que os gritos eram de policias e a nossa reação foi começar a correr para que não nos apanhassem. Ao virar da esquina uma viatura já estava à nossa espera e os policias aos gritos e em russo pediram para entrarmos na mesma, a minha esposa entra em desespero e começa a chorar, inevitavelmente, e fomos torturados psicologicamente”, revelou.

“Poucos minutos depois chegaram onde queriam e só nos deixaram ir quando lhes demos dinheiro. Foi uma situação bem assustadora na altura, que agora dá para rir”, recordou o defesa brasileiro.  

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