“O Elevador” com Zé Lopes

O destaque do último “Elevador” da temporada é Zé Lopes. Com 24 jogos e um golo, o médio tem sido uma das peças chave na excelente campanha do Anadia FC.

O ano passado foi dividido entre Vila Real e Gondomar, em que apesar dos números, não foi uma época propriamente feliz. Acabou por surgir o convite do Anadia, clube onde não podia estar mais satisfeito.

“A época anterior foi um pouco estranha. Embora tenha feito praticamente os jogos todos nos clubes onde passei, estava um pouco receoso do que poderia acontecer. Surgiu o convite do Anadia por parte do mister, uma equipa que está sempre bem cotada neste campeonato e com um bom projeto e que senti que correndo bem à equipa me poderia valorizar mais, continuando a ter um enorme  prazer dentro do campo”, começou por frisar. 

Porém, antes deste sucesso, nem tudo foi um mar de rosas para Zé Lopes. Como curiosidade, é um dos poucos jogadores portugueses que já atuaram em Macau.

“Nessa época (2013/14), estava no Lixa e as coisas não estavam a correr bem. O convite surgiu por parte de um advogado amigo do meu primo, que tinha umas ligações no futebol e que me perguntou se estava interessado em ir para Macau. Os responsáveis do Benfica de Macau viram um jogo meu, frente ao Tourizense, para a Taça de Portugal e ficaram interessados. Uma boa experiência e com ótimos resultados, onde fomos Campeões e ganhamos a Taça”.

Zé chegou a ser internacional jovem por Portugal, passando pela formação de clubes como FC Porto, Vitória SC e FC Vizela. O médio de 29 anos, aponta dois fatores para ainda não ter dado o “salto”.

“Numa fase inicial por culpa própria e depois penso que por falta de alguma oportunidade. Quando comecei no Vizela, onde cheguei a ir à seleção sub19, confesso ter ficado um pouco iludido e deixar-me acomodar com o que me estava a acontecer. Tive uma má decisão em ter saído do Boavista, que me iria catapultar para outras coisas. Depois de vir de Macau, fui para o Felgueiras e penso que desde aí foi um pouco por falta de oportunidade.”

Trata-se de um jogador peculiar, com características muito específicas. Agora, mais maduro, explica as razões para o sucesso do vencedor da Série D.

“Confesso que sou um jogador que muitos treinadores não apreciam por alguma falta de agressividade, mas que completo com outro tipo de qualidades, como a parte técnica e tática e desde aí comecei ter em atenção o tipo de treinador que poderia apanhar e o tipo de jogo que gosta de jogar, daí o Anadia este ano ter sido uma escolha 100% acertada, dando para valorizar o coletivo e o individual”.

O “sonho” de ser profissional de futebol, esse ainda não se desvaneceu.

“Sempre foi um sonho jogar num campeonato profissional e mesmo tendo 29 anos nunca irei descartar essa possibilidade caso apareça. Contudo, neste momento estou focado no Anadia e em fazer o melhor possível, desfrutar do momento e depois logo se vê o que nos reserva o futuro”.

Agora que “os objetivos foram cumpridos”, a única coisa que o Anadia tem em mente é ganhar cada jogo na fase de acesso à Segunda Liga.

“Lutar para ganhar como na primeira fase. Olhar sempre para os três pontos, continuar a mostrar as qualidades que nos ajudaram a chegar aqui. Em relação a mim, continuar a mostrar bastante qualidade e a melhorar se possível, ajudar quem me ajuda diariamente e desfrutar deste momento.

Em jeito de conclusão, Zé Lopes considera que um dos fatores para o sucesso do Anadia é o “grupo bastante equilibrado e de qualidade, onde todos os jogadores são uma solução válida”.

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